Acordei neste quinto dia na capital portenha com gostinho de quero mais. Entretanto, o cansaço foi o suficiente para fazer eu ficar na cama até um pouco mais tarde. Mas por volta das 11h tive coragem de levantar e ir às compras. Foi a hora de lembrar dos mais queridos, comprar souvernis, aproveitar os preços super em conta de roupas e alimentos e, também, aproveitar para conhecer algumas ruas a mais. Deu certo. Acabei conhecendo uns becos, cada um mais “gótico” que os outros.
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Na Av. Santa Fé (paraíso das compras para o turista) você pode encontrar de tudo: roupa, bugigangas, sapatos, comida, souvernirs. Mas se isso te faz lembrar o Braz ou a Feira do Paraguai, desista. Até os shoppings populares na Argentina são sofisticados. Não tanto quanto os preços. Comprei casacos de neve, blusas, camisetas, cuecas… tudo sem gastar mais que R$ 300. Na volta, passei no Mcdonalds para verificar o preço do sanduba matador Big Mac: $ 5,50, só o sanduíche. Aquela promoção com Coca-cola e batatas, você paga $ 15,50. No Brasil, o Big Mac não chega aos R$ 13. Mas, se você for fazer a conta, acaba sendo elas por elas.
Após um banho, acabei dormindo a tarde inteira. É que, logo mais, à noite, um especial show de tango me esperava. Às 21h, o motorista foi até o hotel me buscar. No caminho, conheci um casal de brasileiros (inclusive meus vizinhos no Brasil) e fomos conversando até o subúrbio da cidade, onde fica o Señor Tango, um luxuoso restaurante com apresentações da música popular argentina. Às 23h, regado a champagne (eles oferecem dois, como cortesia da casa) e rodeado de brasileiros, a apresentação começou. Devo confessar que foi uma das coisas mais lindas que já vi na vida, daquelas que você passa um mês falando sobre e recomendando aos amigos.
Pois bem, quem for até Buenos Aires, deve dar uma passadinha neste local. Os jantares variam entre $ 180 e 230 pesos, com mais um adicional de $ 11 para o motorista te buscar no hotel. Se não quiser o jantar, vale pagar apenas pela apresentação, que custa $ 80, também com o mesmo adicional para o serviço de taxi. Mas uma constatação: muito brasileiro por lá. É tanto que, logo na entrada, é possível ver uma foto da super-hiper-ultra poderosa eterna-infinita-alémdotempo Hebe Camargo com um dos dançarinos de tango. Lá dentro, cuidado com o que fala em português: é possível encontrar brasileiros em cada mesa. No final, um brinde em favor da paz mundial, ao som da música Don’t cry for me Argentina, com jogo de luz, dança e a sensacional abertura da bandeira da Argentina no meio do palco. Sem pensar duas vezes, levantei e aplaudi.
E assim terminou minha viagem pelo ponto mais europeu da América Latina. Mas, pera lá: ainda vou escrever muito sobre a cidade por aqui…
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Maio 14, 2008 às 10:38 pm |
Oi Elton! Que viagem maravilhosa! Adorei as fotos!! Parabéns… e agora, a vida continua, até um próximo plano rs
Beijos!
Maio 15, 2008 às 4:14 pm |
ah Argentina! eu quero ir pra Patagônia ainda.