Funciona diferente com cada um, mas vamos encarar a realidade: quem mora fora, cedo ou tarde, vai ganhar uns quilinhos a mais. Principalmente se esse “fora” significa os Estados Unidos ou o Canadá. A quantidade de junk food nesses dois não está no gibi.
Logo que cheguei em Toronto, fugi à regra. Ao contrário das pessoas que viviam a mesma experiência, eu perdi peso em vez de ganhar. Chutaria uns 5kg. Acho que o emocional contou bastante nessa fase, porque eu não deixei de frequentar o McDonalds, o Wendys, o Burger King (hummmm….) e o Hero. Esses, de longe, meus favoritos.
Meu processo de engorda começou quando mudei pro centro de Toronto, no verão de 2011. No lobby do meu prédio funcionava nada menos que um McDonalds, aberto 24 horas, a quem, carinhosamente, meus roommates e eu chamavamos de “nossa cozinha”. De fato, era uma extensão do nosso apartamento. Acordou com fome? Simples: era só calçar um chinelo e descer pra comer. E sem precisar lavar louça depois.
Quando mudei para o West, no outono, me forcei a cozinhar e comer de forma mais saudável. Primeiro porque já estava cansado de me olhar no espelho e ver aquela barriguinha saliente e, segundo, confesso, porque para chegar ao McDonalds mais perto era preciso pegar ônibus. A preguiça falava mais alto.
Com isso, me forcei a aprender alguns pratos, mas minha cozinha é a cara da solteirice: pasta, omeletes, cereais e macarrão instantaneo não faltam na geladeira. Com a proximidade da volta ao Brasil, no entanto, me matriculei na academia perto de casa. Do lado, adivinhem, tem um McDonalds. 24 horas.
Significa?
Watch Super Size Me. I hate fear tactic documentaries, but it really makes you think. If that doesn’t curb your desire, just develop some social anxiety. Haha. Plus, you’ll be so full from all the food your mum is going to pump into you for the first weeks you’re home that you won’t even think about it.