“Seria tão bom sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante; alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Alguém que dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada;alguém de quem eu não precisasse… mas com quem eu quisesse estar perto sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis. Que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, feito para mim.” Continue lendo
Junk food
Funciona diferente com cada um, mas vamos encarar a realidade: quem mora fora, cedo ou tarde, vai ganhar uns quilinhos a mais. Principalmente se esse “fora” significa os Estados Unidos ou o Canadá. A quantidade de junk food nesses dois não está no gibi. Continue lendo
Toalhas e algumas decisões
Quando o último cliente deixou o Spa, no meu turno da semana passada, coloquei a música no volume mais alto e comecei a deixar tudo pronto para o dia seguinte. Já passava da meia noite naquela altura e eu mal via a hora de ir pra casa, tomar um banho e dormir. Foi feriado de Family’s Day aqui no Canadá em plena segunda-feira – de longe o dia mais cheio do Spa. Esses dois detalhes juntos resultaram em superlotação. Para ter ideia, mais de 200 pessoas passaram por lá naquele dia, dando um faturamento de quase $1,5 mil – em dias normais, numa segunda-feira, o lucro não passa dos $500. Acrescente aí que cada cliente usa, em média, três toalhas, cheguei a incrível marca de aproximadamente 600 pra fazer laundry no fim do dia. Um pesadelo.
A não ser você mesmo
Quando era criança, eu adorava fazer compras com minha mãe no supermercado. A minha diversão preferida era escolher cada item, cada guloseima e encher o carrinho de compras com tudo o que eu quisesse. Um dia, em uma dessas idas, eu me perdi dela. Meus olhos ficaram cegos em meio a tantos rostos desconhecidos que a minha primeira reação foi chorar. Chorei até que alguém me pegou pelo braço, me levou até a segurança do supermercado e anunciou meu nome no microfone. Minutos depois, lá estava minha mãe, assustada por ter me perdido e talvez mais assustada ainda pela minha reação sofrida diante do que tinha acontecido. Essa mesma sensação de desamparo e abandono se repetiu outras vezes durante minha infância. E foi assim até eu virar adulto e achar que poderia conquistar o mundo. Sem choro. Continue lendo
A primeira matéria em inglês
Já contei no Facebook e no Twitter dias atrás e agora compartilho aqui a novidade. Essa semana tive minha primeira matéria publicada em inglês aqui em Toronto. O texto está na edição de janeiro da revista canadense Bold Magazine. É um breve perfil do cantor brasileiro Diogo Snow que, aos poucos, tem construído sua carreira e chamado atenção dos veículos locais. Como falo português e inglês, aceitei o desafio do freela. A resolução da imagem abaixo não está lá tão boa, mas já dá pra sentir como ficou e também um pouquinho da minha felicidade. Que seja a primeira de muitas.
Postado pelo Ipad
Um empurrãozinho
Medo. Acho que é isso que estou sentindo ao me deparar mais uma vez com uma grande decisão a ser tomada. Meu visto canadense vence em abril e eu ainda não decidi exatamente o que fazer da minha vida. Se fico, preciso arregaçar as mangas e ir atrás da papelada, que não é nada assim tão simples. E preciso fazer isso já. Mas se, ao contrário, eu optar por retornar ao Brasil, a teia de aranha parece ser ainda mais complicada. O primeiro grande nó é aceitar a ideia de morar novamente com minha mãe que, por mais que eu sinta saudades, vai ser sempre minha mãe, com suas cobranças e todo o pacote que vem junto com isso. Além, é claro, de pensar em procurar emprego, apartamento (ou vocês acham mesmo que eu vou morar pra sempre com ela?), carro e essas coisas da vida em Brasília que eu bem conheço. Continue lendo
Damn, man, you’re gonna die
I just watched two movies with a subject that has been a constant in my life: death. It is just… I don’t know how to explain, but that sort of movie makes me feel emotionally overwhelmed. That said, Ps: I love you (2007) and 50/50 (2011) are like on the top leading a recent list that I’m building up. I mean, they both have given me what I’m going to call here as an “overdose of quotes”. It’s not a secret. Everyone knows what I like the most in a movie, besides the lesson itself I can take from it, are both the dialogs and the quotes. I took some from these two beautiful movies and I’d like to share with you guys. Starting off with… Continue lendo


