Toalhas e algumas decisões

Quando o último cliente deixou o Spa, no meu turno da semana passada, coloquei a música no volume mais alto e comecei a deixar tudo pronto para o dia seguinte. Já passava da meia noite naquela altura e eu mal via a hora de ir pra casa, tomar um banho e dormir. Foi feriado de Family’s Day aqui no Canadá em plena segunda-feira – de longe o dia mais cheio do Spa. Esses dois detalhes juntos resultaram em superlotação. Para ter ideia, mais de 200 pessoas passaram por lá naquele dia, dando um faturamento de quase $1,5 mil – em dias normais, numa segunda-feira, o lucro não passa dos $500. Acrescente aí que cada cliente usa, em média, três toalhas, cheguei a incrível marca de aproximadamente 600 pra fazer laundry no fim do dia. Um pesadelo.

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Assim como eu

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Envelhecer é também olhar para trás e lembrar do tempo que já passou. Hoje mesmo acordei nostálgico. Enquanto tomava café, minha mente me transportou para o ano 2003, de longe um dos meus favoritos. Foi nele que comecei a experimentar os prazeres da vida, como comprar bebida, cigarro e beber no pátio atrás da escola mais por uma tentativa frustrada de querer ser o cara cool do que por qualquer outra coisa. Ninguém é interessante aos 16 anos, ainda mais com um cigarro na boca e um copo de vodka na mão, e com toda aquela prepotência que você só se livra quando cresce. Foi nessa época também que comecei a moldar minhas amizades, a primeira viagem ao Rio de Janeiro, o primeiro namoro e, claro, a primeira relação sexual.

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A não ser você mesmo

Quando era criança, eu adorava fazer compras com minha mãe no supermercado. A minha diversão preferida era escolher cada item, cada guloseima e encher o carrinho de compras com tudo o que eu quisesse. Um dia, em uma dessas idas, eu me perdi dela. Meus olhos ficaram cegos em meio a tantos rostos desconhecidos que a minha primeira reação foi chorar. Chorei até que alguém me pegou pelo braço, me levou até a segurança do supermercado e anunciou meu nome no microfone. Minutos depois, lá estava minha mãe, assustada por ter me perdido e talvez mais assustada ainda pela minha reação sofrida diante do que tinha acontecido. Essa mesma sensação de desamparo e abandono se repetiu outras vezes durante minha infância. E foi assim até eu virar adulto e achar que poderia conquistar o mundo. Sem choro. Ler mais…

A primeira matéria em inglês

Já contei no Facebook e no Twitter dias atrás e agora compartilho aqui a novidade. Essa semana tive minha primeira matéria publicada em inglês aqui em Toronto. O texto está na edição de janeiro da revista canadense Bold Magazine. É um breve perfil do cantor brasileiro Diogo Snow que, aos poucos, tem construído sua carreira e chamado atenção dos veículos locais. Como falo português e inglês, aceitei o desafio do freela. A resolução da imagem abaixo não está lá tão boa, mas já dá pra sentir como ficou e também um pouquinho da minha felicidade. Que seja a primeira de muitas.

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Postado pelo Ipad

Um empurrãozinho

Medo. Acho que é isso que estou sentindo ao me deparar mais uma vez com uma grande decisão a ser tomada. Meu visto canadense vence em abril e eu ainda não decidi exatamente o que fazer da minha vida. Se fico, preciso arregaçar as mangas e ir atrás da papelada, que não é nada assim tão simples. E preciso fazer isso já. Mas se, ao contrário, eu optar por retornar ao Brasil, a teia de aranha parece ser ainda mais complicada. O primeiro grande nó é aceitar a ideia de morar novamente com minha mãe que, por mais que eu sinta saudades, vai ser sempre minha mãe, com suas cobranças e todo o pacote que vem junto com isso. Além, é claro, de pensar em procurar emprego, apartamento (ou vocês acham mesmo que eu vou morar pra sempre com ela?), carro e essas coisas da vida em Brasília que eu bem conheço.  Ler mais…

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