A não ser você mesmo

Quando era criança, eu adorava fazer compras com minha mãe no supermercado. A minha diversão preferida era escolher cada item, cada guloseima e encher o carrinho de compras com tudo o que eu quisesse. Um dia, em uma dessas idas, eu me perdi dela. Meus olhos ficaram cegos em meio a tantos rostos desconhecidos que a minha primeira reação foi chorar. Chorei até que alguém me pegou pelo braço, me levou até a segurança do supermercado e anunciou meu nome no microfone. Minutos depois, lá estava minha mãe, assustada por ter me perdido e talvez mais assustada ainda pela minha reação sofrida diante do que tinha acontecido. Essa mesma sensação de desamparo e abandono se repetiu outras vezes durante minha infância. E foi assim até eu virar adulto e achar que poderia conquistar o mundo. Sem choro. Ler mais…

A primeira matéria em inglês

Já contei no Facebook e no Twitter dias atrás e agora compartilho aqui a novidade. Essa semana tive minha primeira matéria publicada em inglês aqui em Toronto. O texto está na edição de janeiro da revista canadense Bold Magazine. É um breve perfil do cantor brasileiro Diogo Snow que, aos poucos, tem construído sua carreira e chamado atenção dos veículos locais. Como falo português e inglês, aceitei o desafio do freela. A resolução da imagem abaixo não está lá tão boa, mas já dá pra sentir como ficou e também um pouquinho da minha felicidade. Que seja a primeira de muitas.

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Postado pelo Ipad

Um empurrãozinho

Medo. Acho que é isso que estou sentindo ao me deparar mais uma vez com uma grande decisão a ser tomada. Meu visto canadense vence em abril e eu ainda não decidi exatamente o que fazer da minha vida. Se fico, preciso arregaçar as mangas e ir atrás da papelada, que não é nada assim tão simples. E preciso fazer isso já. Mas se, ao contrário, eu optar por retornar ao Brasil, a teia de aranha parece ser ainda mais complicada. O primeiro grande nó é aceitar a ideia de morar novamente com minha mãe que, por mais que eu sinta saudades, vai ser sempre minha mãe, com suas cobranças e todo o pacote que vem junto com isso. Além, é claro, de pensar em procurar emprego, apartamento (ou vocês acham mesmo que eu vou morar pra sempre com ela?), carro e essas coisas da vida em Brasília que eu bem conheço.  Ler mais…

Damn, man, you’re gonna die

I just watched two movies with a subject that has been a constant in my life: death. It is just… I don’t know how to explain, but that sort of movie makes me feel emotionally overwhelmed. That said, Ps: I love you (2007) and 50/50 (2011) are like on the top leading a recent list that I’m building up. I mean, they both have given me what I’m going to call here as an “overdose of quotes”. It’s not a secret. Everyone knows what I like the most in a movie, besides the lesson itself I can take from it, are both the dialogs and the quotes. I took some from these two beautiful movies and I’d like to share with you guys. Starting off with… Ler mais…

O melhor lugar do mundo

“Estou vivendo a mística dos retornos. Adentrei os labirintos do tempo para reacender minhas saudades. O motivo é um só: ando mais necessitado de passado do que de futuro. Enquanto o futuro imagino, o passado sabe quem eu sou. Ele é o guardião de minhas memórias. Por isso eu retorno. Para recobrar as lembranças que me confessam, para reaprender as simetrias de minha alma, para reatar o cordão de minhas origens e voltar a pisar as areias brancas da cidade que me viu nascer. Volto para reencontrar a cultura do meu povo, reassumindo com ele o compromisso de nunca me esquecer os construtores deste mosaico que me tornei. Porque depois de muito andar, depois de vasculhar estradas e destinos tantos, eu descobri que o melhor lugar do mundo sou eu mesmo. (Pe. Fábio de Melo)

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